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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde aponta cidade de Ourinhos com maior incidência de dengue por habitante



Municípios e localidades com maior incidência em 2015 por estrato populacional.
Monitoramento dos casos de dengue e febre de chikungunya até a Semana Epidemiológica 4, 2015
Dengue Em 2015 foram registrados 40.916 casos notificados de dengue no país até a semana epidemiológica (SE) 4 (04/01/15 a 31/01/15) (Figura 1). A região Sudeste teve o maior número de casos notificados (22.636 casos; 55,3%) em relação ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (8.169 casos; 20%), Norte (4.101 casos; 10%), Nordeste (3.906 casos; 9,5%) e Sul (2.104 casos; 5,1%) (Tabela 1). A análise das incidências (número de casos/100 mil hab.) por região demonstra incremento em 2015 nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. Nestas regiões, destacam-se os estados do Acre (338,3 casos/100 mil hab.), Rio Grande do Norte (16,3 casos/100 mil hab.), São Paulo (40 casos /100 mil hab.) e Paraná (17,6 casos/100 mil hab.) (Tabela 1). Na Tabela 2 são apresentados os municípios com as maiores incidências por estrato populacional. Destacam-se Trabiju/SP com 6.605,5 casos/100 mil hab.
(População < 100.000 hab.), Resende/RJ 1.057,7 casos/100 mil hab. (População 100 mil a 499 mil hab.), Aparecida de Goiânia 168,0 casos/100 mil hab. (População 500 mil a 999 mil hab.) e Goiânia 127,60 casos/100 mil hab. (População > 1 milhão hab.). Casos graves e óbitos Em 2015, até a SE 4, foram confirmados 14 casos de dengue grave e 77 casos de dengue com sinais de alarme. A região com maior número de registros de casos graves e com sinais de alarme é a região Sudeste (12 graves; 59 com sinais de alarme), com a seguinte distribuição entre seus estados: São Paulo (9 graves; 55 com sinais de alarme), Rio de Janeiro (1 grave; 2 com sinais de alarme) e Minas Gerais (nenhum grave; 2 com sinais de alarme). Houve também a confirmação de 6 óbitos, o que representa uma redução no país de 81% em comparação com o mesmo período de 2014, quando foram confirmados 37 óbitos (Tabela 3). Existem 25 casos graves e com sinais de alarme e 18 óbitos em investigação, que poderão ser confirmados ou descartados nas próximas semanas. Sorotipos virais Em 2014, foram enviadas 12.064 amostras para realização do exame de isolamento viral, sendo 3.807 positivos (31,6%). As proporções dos sorotipos virais identificados foram: DENV1 (81,7%), seguido de DENV4 (16,3%), DENV2 (1,5%) e DENV3 (0,5%). Existem informações de isolamento viral de 23 UFs (85,2%). As proporções dos sorotipos virais por Unidade da Federação são discriminadas na Tabela 4. Febre de chikungunya Em 2014, foram notificados 3.655 casos autóctones suspeitos de febre de chikungunya. Destes, 2.753 foram confirmados, sendo 140 por critério laboratorial e 2.613 por critério clínicoepidemiológico; 706 continuam em investigação; e 196 foram descartados (Tabela 5). Até a SE 4 de 2015, foram notificados 79 casos autóctones suspeitos de febre de chikungunya. Destes, 23 foram confirmados, sendo 21 por critério laboratorial e 2 por critério clínicoepidemiológico; 4 continuam em investigação; e 52 foram descartados (Tabela 6). Em 2014 (SEs 37 a 53) e 2015 (SEs 01 a 04), foram ainda registrados 94 casos importados confirmados por laboratório, identificados nas seguintes UFs: Amazonas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo (Figura 2). Caracterizada a transmissão sustentada de febre de chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos, o Ministério da Saúde recomenda que os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico. Atualização periódica do número de casos nos demais países do continente americano, onde ocorre transmissão de febre de chikungunya, pode ser obtida por intermédio do seguinte endereço eletrônico: http://www.paho.org.
Atividades desenvolvidas pelo Ministério da Saúde 1. Repasse adicional, em dezembro de 2014, de R$ 150.019.037,99 a todas as secretarias estaduais e municipais do país para reforço das atividades de vigilância, prevenção e controle da dengue e da febre de chikungunya em 2015 (Portaria Nº 2.757, de 11 de dezembro de 2014). 2. Distribuição, aos estados e municípios, de insumos estratégicos, como larvicidas, inseticidas e kits para diagnóstico. 3. Elaboração e divulgação, no site da SVS, dos Planos de Contingência Nacional de Dengue e Chikungunya. 4. Visitas técnicas para assessorar as UFs na elaboração dos planos de contingência da dengue.
5. Realização de reuniões macrorregionais (Sudeste, Centro-Oeste e Sul, de 24 a 25 de março de 2015; Norte e Nordeste, de 31 de março a 1o de abril) para revisão dos planos de contingência e atualização das medidas de vigilância, controle e organização da assistência. 6. Adaptação do Sinan para a notificação e investigação dos casos de chikungunya (adequação do instrumento de coleta). 7. Implantação do Centro de Operações de Emergências em Saúde (COES) específico de Chikungunya para coordenar a resposta na ocorrência de surtos da doença. 8. Campanha de mobilização e informação, com a realização do Dia D+1 em 7 de fevereiro no município de Valparaíso, estado de Goiás. Fonte Ministério da Saúde

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